Além da neuroimunologia, atendo as principais condições neurológicas do adulto — cefaleia, esquecimento, tontura, tremor e neuropatias. Cada queixa merece investigação adequada, sem pressa e com clareza sobre os próximos passos.
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A cefaleia é uma das queixas mais frequentes no consultório neurológico. Existem mais de 200 tipos catalogados, mas a maioria dos pacientes convive com cefaleia tensional ou enxaqueca (migrânea). O diagnóstico é fundamentalmente clínico — baseado no padrão da dor, na frequência, nos sintomas associados e no exame neurológico.
A enxaqueca é mais do que "uma dor de cabeça forte". Trata-se de uma condição neurológica com base genética, caracterizada por crises recorrentes que podem incluir dor pulsátil, náusea, sensibilidade à luz e ao som, e em parte dos casos a chamada aura (alterações visuais, formigamentos). Quando as crises são frequentes, existe indicação de tratamento preventivo — o objetivo é reduzir a frequência e a intensidade, não apenas tratar a dor aguda.
Dor de cabeça súbita e muito intensa ("a pior da vida"), acompanhada de rigidez no pescoço, febre, confusão ou fraqueza, exige atendimento de emergência imediato.
A queixa de esquecimento é cada vez mais comum e gera muita preocupação. É importante saber que nem todo esquecimento é patológico — estresse, privação de sono, ansiedade e depressão são causas frequentes e tratáveis de dificuldade de memória. A avaliação neurológica ajuda a separar o esquecimento benigno do comprometimento cognitivo que exige investigação.
Quando há declínio progressivo de memória, linguagem, raciocínio ou comportamento que interfere na autonomia da pessoa, falamos em demência. A doença de Alzheimer é a causa mais comum, mas existem outras — demência vascular, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal, entre outras. O diagnóstico diferencial importa porque a conduta e o prognóstico variam.
A avaliação inclui exame neurológico, testes cognitivos estruturados, exames de sangue para causas reversíveis (vitamina B12, tireoide, entre outros) e ressonância magnética. Em casos selecionados, biomarcadores específicos podem ser solicitados.
A tontura é uma das queixas mais desafiadoras em neurologia, justamente porque o termo é usado para descrever sensações muito diferentes — desde a vertigem rotatória (sensação de que o ambiente gira) até o desequilíbrio, a sensação de cabeça leve e a instabilidade ao caminhar.
A maioria das vertigens tem origem no ouvido interno (como a vertigem posicional paroxística benigna — VPPB), mas causas centrais (tronco encefálico, cerebelo) precisam ser investigadas, especialmente quando há outros sintomas neurológicos associados, quando a vertigem é contínua ou quando o início é abrupto. O exame neurológico e otoneurológico é a peça central do diagnóstico.
Vertigem súbita com visão dupla, dificuldade para falar, engolir ou andar pode ser sinal de acometimento do tronco encefálico ou cerebelo e exige avaliação de urgência.
O tremor é o distúrbio do movimento mais comum. Muitas pessoas associam tremor à doença de Parkinson, mas o tremor essencial é significativamente mais prevalente. A distinção entre os dois é clínica — o tremor essencial piora com a ação (segurar um copo, escrever), enquanto o tremor parkinsoniano é predominantemente de repouso e costuma vir acompanhado de lentidão, rigidez e alteração da marcha.
Outros distúrbios do movimento incluem distonias (contrações musculares involuntárias sustentadas), mioclonias (abalos breves), coreia e tiques. A avaliação neurológica cuidadosa — observando o tipo de movimento, o contexto em que ocorre e os achados do exame — é o que direciona a investigação e o tratamento.
As neuropatias periféricas resultam do comprometimento dos nervos fora do sistema nervoso central. Os sintomas mais comuns são formigamento, dormência, sensação de queimação e fraqueza, geralmente começando pelos pés e mãos. A dor neuropática — uma dor com características próprias (queimação, choques, fisgadas) — pode ser muito limitante quando não tratada adequadamente.
As causas são diversas: diabetes é a mais comum, seguida por deficiências vitamínicas (B12), uso crônico de álcool, medicamentos, doenças autoimunes e causas hereditárias. A investigação envolve exame neurológico, exames de sangue, e em muitos casos eletroneuromiografia para mapear o tipo e a extensão do comprometimento. Para condições autoimunes do nervo periférico, o acompanhamento com neuroimunologista pode ser indicado — saiba mais sobre as doenças neuroimunológicas que atendemos.
Minha principal área de atuação é a Neuroimunologia — Esclerose Múltipla, Miastenia Gravis e Neuromielite Óptica. Se você busca avaliação para essas condições, acesse as páginas dedicadas:
Sou o Dr. Igor Campana (CRM-SP 186.186 | RQE 94.974), neurologista com formação no HC FMUSP e foco em neuroimunologia. Além das doenças autoimunes do sistema nervoso, atendo neurologia geral com a mesma abordagem: consulta detalhada, exames com critério e plano terapêutico claro por escrito.
Atualizado em: 03/03/2026 • Revisão médica: Dr. Igor Campana
Conteúdo com finalidade informativa. Não substitui consulta médica. Em caso de sintomas agudos ou intensos, procure atendimento imediato.
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